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Poeminha para um grande amor

Poeminha para um grande amor

Não se cria e nem se imita: brota das franjas do nada. Renasce em cada alvorada, como o mar sempre se agita. Não avança em desmesura: o infinito não se estica! Não volta, não vai e não fica, habita o sim de uma jura. Monta a sela da aventura, sol que não conhece inverno, trança-se em tramas do eterno. É a rotina que indica: se não há como fugir das agruras, dos males, pois, esse amor é a...

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Khayyāmnamente

Khayyāmnamente

A embriaguez é pra agora; incerta é a taça de amanhã. Hoje a vida toda se oferta, e descoberta em cada gole espreita a verdade dos versos de Khayyāmn. Para o amigo e irmão Max...

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Crastinus Vesperi – Fuga Solaris

Crastinus Vesperi – Fuga Solaris

O sol a pino arde Tal luz ofusca a vista Espera a noite a água Agora...

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Sexta à noite

Sexta à noite

Pra quem te enfeitas? De onde vem esse milenar conluio com os adornos? Será chamado? Será disfarce? Os olhos contornados, o brilho nos lábios… Por que usurpas tua face natural? Por quem? Às vezes julgo que murmuras coisas. Mas, aqui sentado, atento, ao pensar mirando o espelho que reflete a tua imagem, mais uma vez percebo a sôfrega mediocridade do macho. Que transforma o ritual em demora e o início da entrega em atraso. E mal...

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A Magia das Oferendas

A Magia das Oferendas

Affonso Rique tem nome de nobre europeu. E, de fato, o homem é um nobre, embora um tanto decadente, pois que frequenta os bares e botecos do Recife de modo renitente, o que não condiz com gente de sangue azul. Ele é escritor de contos e poeta, além de ser um advogado renomado e autor de uma lendária petição escrita com todas as palavras iniciadas em “P”.  Aí abaixo segue um exemplar do talento de sua pena poética....

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No mesmo espaço

No mesmo espaço

Às vezes no nunca a liberdade no abraço a fuga e o encontro no rastro o pescoço e o presente no laço a memória e o luto na tumba eu e você: o mesmo lugar no espaço Carpina, 12 de novembro de...

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Remanso sem trégua

Remanso sem trégua

Constante catequese de sonhos e taras. Rumina promessas em ascese ignara. Um breviário de enfaro desfia a cada dia. Homicida de si, pio; espera que se consome, na fome sente fastio. Do vazio sofre o assédio. Regularmente e com entojo – num clímax envolto de tédio -, pragueja cansado o seu gozo. À boca o pão e o vinho transubstanciam-se acerbos: lamenta a paz do caminho e gargalha à unção dos...

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